Locais de interesse

Igreja Matriz Nossa Senhora do RosárioIgreja Matriz Nossa Senhora do Rosário
Construída nos finais do século XVIII, foi mais tarde reconstruída tal como hoje se apresenta, a partir de 1890, tendo as obras demorado sete anos e sendo a nova basílica inaugurada a 5 de Maio de 1898. A Igreja de S.Nicolau foi Sé nos tempos em que o Bispo de Cabo Verde se mudou de Santiago para a Ilha de S.Nicolau em busca de melhor clima e tranquilidade.

 

 

 

Seminário-LiceuSeminário-Liceu
Primeiro Seminário de Cabo Verde. Antiga residência do filantropo Dr. Júlio José Dias que em 1866 a doou para a fundação do Seminário e do Liceu. Por ali passaram grandes vultos da vida política e cultural cabo-verdiana.

 

 

 

Miradouro em Cachaço
Situado no chamado “Caminho Novo”, tem vista sobre o vale de Ribeira Brava e também sobre a vila.

Forte da PreguiçaForte da Preguiça
Edificado na Baía de São Jorge, no início do séc. XIX, para fazer face às razias constantes que bandos de piratas empreendiam na ilha. Aproveite e visite a vila piscatória de Preguiça onde pescadores apanham lagostas de mergulho.

 

 

 

Lagoa – JuncalinhoLagoa – Juncalinho
As lagoas do Juncalinho são belas piscinas naturais no Verão e no Inverno, por vezes, o mar revolto invade-as. Nessa altura são de uma beleza selvagem. A transparência e a limpidez da água deixam-nos ver as cores das pedras que vão da turquesa ao jade e ao âmbar, a água cheira e sabe a peixe fresco. Um cheiro bom misturado com o paladar do sal marinho.
Só quem fez a descida às lagoas e nadou naquelas águas francamente iluminadas, pode falar da sabura que é um banho nas Lagoas do Juncalinho. O mar fora delas é agressivo, mas belo. Para além da lagoa principal existe também outras lagoas, com o fundo da cor do jade, âmbar e água marinha. Apesar do acesso ser difícil, as lagoas de Juncalinho constitui hoje um dos locais de visita obrigatória para quem visita S.Nicolau.

 

Zona de Dragoeiros – Vale FajãZona de Dragoeiros – Vale Fajã
A Dracaena draco, mais conhecida por Dragoeiro, é uma planta originária da Macaronésia. O dragoeiro pertence à classe Liliopsida, ordem Asparagales, família das Ruscaceae (Dracaenaceae), sendo nativo dos arquipélagos atlânticos das Canárias, Madeira e Açores, e localmente da costa africana vizinha. Pode atingir centenas de anos de idade, produzindo árvores de grandes dimensões. Apesar de comuns e muito apreciados como plantas ornamentais, o dragoeiro encontra-se vulnerável no estado selvagem devido à destruição do seu habitat.

Hoje uma das atracções turísticas mais próprias de São Nicolau são os dragoeiros, em número superior à centena, que se eregem como símbolo da ilha. Símbolo do Parque Natural de Monte Gordo, esta árvore endémica que pode chegar aos 10 m de altura, tem vasta distribuição no Vale Fajã e no Parque, com grande número de indivíduos. São Nicolau apresenta a 2ª maior população desta espécie em todo o arquipélago. O Dragoeiro quase entrou em extinção devido ao grande uso do “sangue-de-drago” na medicina tradicional para a cura de dores no corpo.

Centro Agro-Pecuário de Caleijão
Construída nos finais da década de 50 o Centro Agro-Pecuário de Caleijão foi um centro de produção extremamente importante para ilha. Com o passar dos anos e ainda com a seca persistente que assolou a ilha durante vários anos, o Centro foi perdendo a sua capacidade produtiva estando na presente data com uma actividade fraca muito aquém do seu potencial real.
Futuramente o centro beneficiará de alguma restauração e será dotado de estruturas de forma a acolher os cursos profissionais, capazes de capacitar e qualificar os jovens nas áreas de agricultura e pecuária.

Monte GordoMonte Gordo
A partir de Cachaço, é imperativo subir até ao Monte Gordo, o pico mais alto de São Nicolau e Parque Natural. A vista lá de cima é fabulosa, alternando vales imensos com montanhas cuja dimensão e recorte impõem respeito. Quando os dias estão limpos vêem-se para Ocidente os ilhéus Raso e Branco, e as ilhas de Santa Luzia, São Vicente e, até, Santo Antão.

O Parque Natural de Monte Gordo, inserido na Rede Nacional de Áreas Protegidas, ocupa uma área aproximada de 952 hectares e sendo a altitude máxima de 1312 m. Compreende zonas e lugares como Cachaço, Fajã, Lompelado, Palhal, Hortelã, Cabeçalinho, Fragata e Ribeira de Calhaus.
Apresenta uma biodiversidade rica com muitos biomas distintos, resultado da interacção entre diferentes características edáficas, climáticas e das actividades antrópicas que ocorreram ao longo do tempo.
O Parque Natural Monte Gordo é uma das 43 áreas protegidas de Cabo Verde, e um dos mais importantes ecossistemas agrícolas de Cabo Verde.

Alambique de Água das Patas
A 3 km da Vila da Ribeira Brava, descubra como se fabrica a bebida de excelência de Cabo Verde, o “grogue”, aguardente de cana-de-açúcar simples. Os métodos são fundamentalmente artesanais e quase toda a cana-de-açúcar é usada para a produção de grogue. A moenda da cana é efectuada em engenhos designados de trapiche ou trapitche.

Produção de Farinha de Pau (Farinha de Mandioca) – Vale da FajãProdução de Farinha de Pau (Farinha de Mandioca) – Vale da Fajã
Sendo ela um produto típico da ilha, hoje a sua produção é muito reduzido devido à falta de chuvas. O seu fabrico, de forma artesanal, merece uma atenção especial por parte de todos aqueles que visitam o Vale da Fajã.

A sua produção baseia-se no seguinte: primeiro descasca-se a mandioca e começa-se a rala, quando tiver uma boa quantidade é aberto numa esteira de caniço para secar ao sol, onde é “tentida” e recolhidos roços e as pontas de mandioca. Durante o tempo de secagem tem que haver gente para mexer a farinha de modo que fique bem seca. Quando estiver pronta, é colocada num tacho de cobre fundo com cerca de dois metros de diâmetro para torrar assente sobre um tosco forno construído de pedra solta com uma única abertura que serve de boca da fornalha.

À frente desta está um homem encarregado de alimentar a fogueira e controlar a intensidade do fogo. Também são indispensáveis dois homens, os “rodadores” de cada lado a rodar a farinha para que fique torrada de igual modo. Depois colocam o meio da rala (a parte mais fina) para poder ficar igual à outra farinha que é mais grossa. O tempo previsto para que cada “tochada” fique pronta é de 2 horas.
Assim que a farinha estiver pronta é colocada mais uma vez a secar e depois armazenada em bidões ou barris e se estiver bem seca pode durar cerca de um ano. É bom realçar que para fazer uma boa farinha há que haver muito sol. Porém hoje mesmo com muito sol essa tarefa é rara.