Património Cultural

 

Vila de Ribeira Brava de São Nicolau

 
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A vila de Ribeira Brava de São Nicolau, uma das mais antigas de Cabo verde, foi primeira a ser classificada como Centro Histórico, através da Resolução nº 54/2010 de 18 de outubro. Fundada em 1731, possui uma traça arquitetónica peculiar que a caracteriza e que é o testemunho da história e da vivência dos habitantes da ilha, em particular, e de Cabo Verde, em geral. Essa traça é significativa. De ruas estreitas, ladeadas por casas de arquitetura antiga, exige dos visitantes um momento de contemplação e também de admiração.

 

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

 
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A Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, da Ribeira Brava de São Nicolau, foi reconhecida pela Diocese do Mindelo como a Antiga Sé-Catedral de Cabo Verde, num ato consumado pelo Bispo da Diocese, Dom Ildo Fortes, durante a celebração solene da missa da Padroeira do município, que se comemora no dia 7 de Outubro.
«Foi de facto nesta ilha que, tendo acolhido os bispos a partir de 1786, mais tarde o Paço Episcopal e sede do Bispado a partir de 1867, se viria a edificar esta Igreja que serviria da Sede do Bispo, SÉ-CATEDRAL DO BISPADO DE SANTIAGO DE CABO VERDE QUE ABRANGIA AS COSTAS DA GUINÉ [...]” Suportada por uma fundamentação científica, cuja produção esteve a cargo dos eminentes professores Lopes Filho e Baltazar Neves, provou-se que de facto, em 8 de Maio de 1898, o templo de N.ª Sra. do Rosário, foi consagrado como CATEDRAL DA DIOCESE, pelo Bispo, D. Joaquim Augusto de Barros».

 

Seminário-Liceu de São Nicolau de Cabo Verde

 
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O Seminário-Liceu de S. Nicolau foi fundado em 1866 e encerrado em 1931 para albergar os deportados da metrópole, em consequência da Revolução da Madeira, iniciada em Abril de 1931.
O Seminário-Liceu teve ainda, o privilégio de preparar as bases para a construção e desenvolvimento de cérebros importantes que mais tarde viriam a preparar as bases para a Independência Nacional. Pelos bancos do Seminário-Liceu de São Nicolau passaram figuras incontornáveis da intelectualidade cabo-verdiana como os escritores José Lopes, João Lopes, Baltasar Lopes da Silva, António Aurélio Gonçalves, Juvenal Cabral (pai de Amílcar Cabral), Jaime Figueiredo e vários outros nomes sonantes da cultura do arquipélago.

 

Majestoso busto do doutor Júlio José Dias

 
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Injustamente pouco conhecido fora da sua ilha de São Nicolau, onde exerceu medicina (sendo provavelmente o primeiro médico cabo-verdiano após ter realizado estudos em França) e que lhe prestou homenagem ao erguer esta estátua em 1884, Júlio José Dias é, no entanto, uma figura marcante na história de Cabo Verde.
Em 1866, este médico abastado (herdeiro de vastas propriedades, ele prestava cuidados gratuitamente à população) cedeu a sua grande casa construída em Ribeira da Brava para permitir a instalação do seminário-liceu em São Nicolau, também o primeiro liceu do arquipélago.
Como curiosidade, foi o seu avô materno quem foi o primeiro a importar e a cultivar café em Cabo Verde.

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